Itatiba do Sul, localizada no Alto Uruguai gaúcho, teve sua colonização intensificada por imigrantes poloneses em 1934, criando a Vila de Itatiba em 1941. Originalmente parte de Erechim, o município foi emancipado em 1964. O nome deriva do Tupi-Guarani, significando "pedras acumuladas" ou "cabeceira de pedra", em referência à origem do Rio das Pedras que tem origem exatamente na cidade, indo desaguar no Rio Uruguai, daí o nome de Cabeceira, significando "início", ponto de origem.
De 1939 a 1942, houve a medição das terras agricultáveis, bem como a demarcação e loteamento de três áreas urbanas no Município: a Sede, Sete Lagoas e Porto Mauá, atualmente Povoado Pirajuni. A Comissão de Terras Públicas, em 1940, rebatizou a localidade denominando-a de Itatiba, em função das características nela encontradas “muitas pedras”. Esse nome atravessou anos. Mais precisamente, de 1940 até a emancipação, em 19 de dezembro de 1964. Aí a constatação: já havia no Brasil, no Estado de São Paulo, um município com o nome de Itatiba. Os munícipes houveram por bem acrescer-lhe simplesmente “Do Sul”, como distintivo. Passou então, a chamar-se Itatiba do Sul.
Ao chegar ao local onde hoje é Itatiba do Sul, o imigrante se deparava com a floresta virgem. Como havia muita madeira de lei, o corte das árvores mostrava-se lucrativo, seja para abrir os espaços para a construção dos “ranchos”, preparar o solo, limpar o chão para o plantio, bem como para dispor da madeira enquanto recursos de valor de uso e de troca, nos mercados locais e regionais. A ocupação das terras resultou em um intenso processo de desmatamento, com as áreas de florestas suprimidas, substituídas por áreas de lavouras e agropecuária.
O Itatibense convive e conviveu com maneiras de ser, de se vestir e viver as mais diversas, principalmente porque há a convivência de várias raças nos mesmos lugares. Esses costumes, porém, permaneceram mais ou menos fechados, restritos aos portadores: o italiano vive e conserva seus hábitos tradicionais, sem interferir sobre o vizinho polonês ou caboclo.
O Município foi criado em 19/12/1964, pela Lei 4867 desmembrado de Erechim. É um município classificado como micro e está localizado na microrregião Erechim, mesorregião noroeste rio-grandense, tendo como pólos imediatos as cidades de Erechim e Passo Fundo no Rio Grande do Sul e Chapecó em Santa Catarina, que distam respectivamente 57 Km e 62 km. A capital do Estado está distante 320 km, sendo as principais vias de acesso as rodovias BR480, RST137.
A área do município é de 212,12 km², apresentando um formato peculiar semelhante a um retângulo com o lado maior no sentido norte-sul, estando a sede assentada na altitude de 771 metros acima do nível do mar. Limita-se ao norte com o Rio Uruguai e municípios catarinenses de Itá e Paial, a oeste com o Rio Douradinho e município de Erval Grande, à leste com Barra do Rio Azul e ao sul com Barão do Cotegipe e São Valentim. De acordo com o IBGE a população de Itatiba do Sul é de 4.271 habitantes.
A economia de Itatiba do Sul está baseada na produção agropecuária que, por meio do processo produtivo, gera a maior parte da sua renda, regula a oferta e a demanda de empregos e seu desenvolvimento dependem de uma agricultura moderna, ecologicamente equilibrada e rentável. No município são utilizadas as terras para cultivos de soja, milho, feijão, trigo, fumo, erva mate, citricultura, suinocultura, gado leiteiro, apicultura e alevinos.
Nos dias atuais (2026), o município segue em pleno desenvolvimento e crescimento econômico, sendo um local calmo e tranquilo, assim como os itatibenses dizem "Um lugar bom de se viver".
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