Anúncio de trégua de Trump coloca barril de petróleo abaixo de US$ 100

Mercados reagiram com otimismo à declaração do presidente norte-americano sobre o Irã.

Anúncio de trégua de Trump coloca barril de petróleo abaixo de US$ 100
Saul Loeb / AFP / CP

   O anúncio de uma trégua por cinco dias nos ataques a alvos energéticos no Irã, feito logo cedo pelo presidente Donald Trump, trouxe alívio ao mercado, que se preparava para repetir os maus resultados dos últimos dias.

   As Bolsas voltaram a fechar em alta e houve forte queda do barril de petróleo, que ficou abaixo do patamar de US$ 100 pela primeira vez desde o último dia 11. "Foi um dia curioso para dizer o mínimo", afirmou Matheus Spiess, analista da Empiricus Research. "O mercado buscou hoje (ontem) inverter o mau humor das últimas semanas."

   A declaração de Trump ocorreu faltando poucas horas para vencer o ultimato que ele próprio havia dado durante o fim de semana para que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo consumido no mundo. O recuo foi explicado como resultado de "boas e produtivas" conversas entre EUA e Irã "nos últimos dois dias". Teerã, porém, negou qualquer tipo de negociação.

   Nem assim, o ânimo do mercado esfriou. Em Nova York, o Dow Jones fechou em alta de 1,38%. O S&P 500 terminou com ganho de 1,15%, enquanto o Nasdaq avançou 1,38%. "A conclusão do mercado é de que os EUA gostariam de evitar as consequências econômicas da escalada do conflito", escreveram em relatório analistas do Société Générale, condensando o resultado do dia a despeito das negativas do governo iraniano de uma solução para a guerra.

   No mês, o índice da B3 ainda recua 3,63%, moderando o ganho no ano a 12,91%. O dólar, por sua vez, terminou o pregão em baixa de 1,29%, a R$ 5,24. Ainda assim, o ganho acumulado desde o começo do mês é de 2,08%.

   Essa falta de horizonte se manifesta, por exemplo, na ausência de consenso dos especialistas em relação à trajetória futura do petróleo. Mesmo com a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, a avaliação é de que haverá um impacto duradouro na oferta de petróleo do Oriente Médio, já que levará algum tempo para normalizar o fluxo de navios.

Fonte(s): Correio do Povo
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