Apesar da falta de chuva, pastagens mantêm alimentação dos rebanhos no RS

A boa luminosidade, a umidade e as temperaturas elevadas garantem rebrota satisfatória das pastagens na maioria das regiões do Rio Grande do Sul.

Apesar da falta de chuva, pastagens mantêm alimentação dos rebanhos no RS
Vanessa Almeida de Moraes

   A boa luminosidade, a umidade e as temperaturas elevadas garantem rebrota satisfatória das pastagens e a manutenção da oferta de alimentos volumosos a campo na maioria das regiões do Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (19/03), na região administrativa de Passo Fundo inicia o declínio nas forrageiras anuais de verão, em função da proximidade do final de ciclo, depreciando a qualidade nutricional, pela elevação dos teores de fibra. Com a proximidade do outono, o campo nativo apresenta redução do crescimento.

   Na região de Bagé, as pastagens anuais de verão ainda contribuem de forma satisfatória para a alimentação dos rebanhos, e a capacidade de rebrota está reduzindo de forma gradativa, à medida que o fotoperíodo diminui. Áreas semeadas em janeiro com manejo correto de altura de pastejo apresentam boa oferta. Nas áreas implantadas em outubro e novembro, principalmente onde não foi realizado manejo de ajuste da carga animal ou uso de roçadeira, ocorre alongamento dos colmos e emissão de estruturas reprodutivas, resultando na perda de qualidade da forragem. Continua forte o movimento de compra de sementes para a implantação das pastagens de aveia e azevém, e alguns produtores realizam o preparo do solo e a semeadura, esperando as chuvas previstas nas próximas semanas.

   Na região de Santa Maria, em Júlio de Castilhos, o campo nativo continua mostrando bom desenvolvimento, garantindo ainda satisfatória rebrota e crescimento mais vigoroso das plantas, assim como as pastagens perenes cultivadas. A condição nutricional dos rebanhos continua adequada, pois há boa oferta de forragem. Já na região de Santa Rosa, em Garruchos, as chuvas favoreceram a retomada do crescimento das gramíneas nativas ou cultivadas utilizadas para forragem dos rebanhos. Os produtores que dispõem de sistema de irrigação mantêm as pastagens em boa produção. No entanto, irrigam com limitações, devido à redução na disponibilidade de água.

   Na região de Ijuí, a produção de leite apresentou leve estabilização em termos de quantidade recolhida, em relação à semana anterior. O tempo quente e seco causou estresse nos animais em sistemas estabulados, o que exigiu aumento da aeração e aspersão de água para diminuir o calor. Por outro lado, o tempo seco tem favorecido a sanidade animal e a qualidade do leite produzido.

   Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, a atividade apresenta bom desempenho, favorecida pela melhora das pastagens nativas e cultivadas de verão, em função das chuvas. Com a recuperação das pastagens, houve redução no uso de rações e volumosos conservados. Os produtores adquirem sementes de aveia, azevém e trigo-pasto para pastagens de outono-inverno. Seguem os manejos sanitários, como vermifugação e vacinação. A maioria das propriedades já concluiu os protocolos de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), e inicia a fase de repasse com touros. Nas propriedades de cria, a boa oferta de forragem favorece as vacas e o desenvolvimento dos terneiros. Em muitos casos, é utilizado o sistema de creep feeding, que melhora o ganho de peso dos animais jovens.

CULTURAS DE VERÃO

Soja - A cultura da soja apresentou avanço significativo de fases, aproximando do final do ciclo. Predominam as fases de enchimento de grãos (50%) e de maturação (37%), além da colheita (5%), que avançou e se estendeu para diferentes regiões administrativas. As precipitações irregulares e mal distribuídas, associadas às temperaturas elevadas, continuam determinando forte variabilidade no desempenho das lavouras. A reestimativa realizada pela Emater/RS-Ascar indica produtividade média de 2.871 kg/ha, o que representa redução de 9,7% em relação à estimativa realizada no início da safra, refletindo os efeitos da irregularidade hídrica. A área cultivada está estimada em de 6.624.988 hectares.

   Milho - Na maior parte das lavouras, a colheita foi concluída (68%), e 18% estão em fase final de maturação. As lavouras implantadas em períodos mais tardios estão em estágios reprodutivos ou vegetativos. O desempenho produtivo segue heterogêneo entre as regiões, refletindo a irregularidade das precipitações e a ocorrência de períodos de déficit hídrico ao longo do ciclo, especialmente durante as fases de florescimento e enchimento de grãos. Nas áreas de safrinha, o desenvolvimento está condicionado à disponibilidade hídrica, e parte das lavouras segue em definição de componentes de rendimento. A nova projeção de safra realizada pela Emater/RS-Ascar indica área cultivada de 803.019 hectares, sendo 2,3% maior que o estimado inicialmente. A produtividade média está em 7.424 kg/ha.

   Milho silagem - A cultura do milho destinado à produção de silagem apresenta desenvolvimento escalonado conforme a época de semeadura. Nas áreas implantadas no cedo ou intermediárias, a ensilagem está concluída, e os cultivos tardios avançam para estádios vegetativos e reprodutivos. A estimativa estadual indica área de 345.299 hectares e produtividade média de 37.840 kg/ha.

Fonte(s): Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar 
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