Asgav/Sipargs alerta sobre a redução no ritmo de oferta de carne de frango e derivados no RS.

Setor prevê uma desaceleração na produção por conta de uma ‘pressão no ambiente econômico’, o que pode reajustar preços.

Asgav/Sipargs alerta sobre a redução no ritmo de oferta de carne de frango e derivados no RS.
Asgav / Divulgação / CP

   Após anunciar uma desaceleração na produção de ovos no Estado, a Associação Gaúcha de Avicultura, Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Rio Grande do Sul e Organização Avícola do Estado (Asgav/Sipargs O.A. RS) alertou, nesta segunda-feira (13), sobre a redução no ritmo de oferta de carne de frango e derivados no RS. A medida deve refletir em possível aumento de preços.

  “Pode haver um ajuste momentâneo nos preços, mas que não vai lesar o consumidor. A avicultura já tem um histórico de décadas que atende por ser um dos produtos mais acessíveis”, afirmou o presidente executivo da entidade, José Eduardo dos Santos.

   O setor, segundo ele, está passando por um momento de cautela. “Há toda uma retração de consumo interno. Isso a gente está notando e as indústrias estão notando. Há uma preocupação com o equilíbrio da nossa economia”, explicou. Para evitar a adoção de férias coletivas e paralisação de atividades, a estratégia é diminuir a produção. Porém, Santos garante que isso não significa desabastecer o mercado.

   Freitas salientou que a entidade tem acompanhado os efeitos no mercado interno da guerra no Oriente Médio, que influencia, por exemplo, as cotações de petróleo. “Com isso, vem uma série de outros elementos que dependem do petróleo, como embalagens plásticas, o próprio combustível. Então, o setor fica muito atento a isso e adota essas medidas. Cada indústria adota essa medida necessária, uma desaceleração no seu ritmo de produção, até porque nem todas são indústrias exportadoras. Então, é preciso esse equilíbrio no mercado.”

   Os produtores devem acompanhar o valor dos custos nos próximos 30 e 60 dias. “Se houver um reequilíbrio, a gente volta ao nosso ritmo normal. Caso contrário, o setor vai continuar desacelerando essa produção, diminuindo.”

   A ideia é que não faltem produtos ao mercado gaúcho. “O setor é bastante maduro, é bastante consciente. Tem essa fidelização do consumidor brasileiro e gaúcho. Não pode deixar faltar. A gente só vai adotar medidas de cautela e de reequilíbrio para poder passar por esse momento crítico.”

Fonte(s): Correio do Povo
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