Aumento da gasolina “vai acontecer já, já”, afirma presidente da Petrobras

Magda Chambriard diz que a companhia olha para a alta no mercado internacional, mas ressalta recuo do etanol no mercado interno.

Aumento da gasolina “vai acontecer já, já”, afirma presidente da Petrobras
Fernando Frazão/Agência Brasil/CP

   A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que a companhia deve ter em breve aumento de preços de gasolina, mas que, no Brasil, a concorrência com o etanol deve ser observada. "Vai acontecer já, já aumento do preço da gasolina, mas temos que manter o mercado", afirmou. Ela mencionou que a companhia olha para a alta dos preços da gasolina no mercado internacional, mas que o etanol recuou no mercado interno.

   Magda ainda voltou a comentar a volatilidade na escalada de preços internacionais. "Às vezes o preço do petróleo oscila US$ 15 por barril no mesmo dia", disse. Ela complementou que, em 12 dias de guerra, houve a subvenção de R$ 0,70 e, após 15 dias, mais R$ 0,80 para o diesel.

   A diretora de Logística, Comercialização e Mercados, Angélica Laureano, reforçou, nesse contexto, que a empresa mantém a estratégia comercial de 2023 e monitora o mercado para definir a precificação de seus produtos. Ela também reiterou que "não há indicação de risco estrutural de desabastecimento no mercado interno", na visão da empresa.

Magda também mencionou que a Petrobras aguarda para saber se haverá algum parcelamento, em agosto, do aumento do gás natural.

Autossuficiência de diesel

   A presidente da Petrobras disse que a autossuficiência de diesel estará no próximo Plano de Negócios, assim como o atendimento a 100% da demanda de gasolina do País. Além disso, ela afirmou que a empresa tem tido excelentes resultados na comercialização, com o aumento do preço do diesel chegando aos resultados da companhia no segundo trimestre.

   Ela afirmou que a companhia deve trazer boas notícias em relação à gasolina e que o maior processamento de petróleo e oferta maior de diesel é um pilar da gestão. "Estão nas nossas mãos análises de projetos que vão atender 100% da demanda por diesel (no Brasil)", comentou.

   Sobre preços, Magda disse que o assunto é recorrente em perguntas à companhia. "A estratégia comercial persiste a mesma", explicou, mencionando o não repasse de volatilidade no Brasil. "O mercado brasileiro é nosso. O governo tem reconhecido nosso papel de entregar produtos acessíveis", comentou a presidente da companhia.

Fonte(s): Correio do Povo
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