Brasil amplia embarques de carne suína e pode subir no ranking de maiores exportadores

No ano passado o país negociou 1,510 milhão de toneladas, crescimento de 11,9% sobre 2024, e atingiu US$ 3,619 bilhões, incremento de 19,3%.

Brasil amplia embarques de carne suína e pode subir no ranking de maiores exportadores
Luiza Letícia Biesus / Embrapa Suínos e Aves / Divulkgação / CP

   Os embarques brasileiros de carne suína totalizaram 1,510 milhão de toneladas ao longo de 2025, o recorde histórico para as exportações do setor, volume 11,9% superior ao registrado em 2024, com 1,352 milhão de toneladas. Com isto, o Brasil deverá superar o Canadá, assumindo o terceiro lugar entre os maiores exportadores mundiais de carne suína, avalia a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

   O resultado anual foi influenciado positivamente pelo bom desempenho registrado em dezembro, com os embarques de 137,8 mil toneladas, volume 25,8% superior ao registrado em dezembro de 2024, quando os embarques somaram 109,5 mil toneladas.

   Em receita, as exportações totalizaram US$ 3,619 bilhões em 2025, número 19,3% maior em relação ao obtido em 2024, com US$ 3,033 bilhões. Apenas em dezembro, a receita somou US$ 324,5 milhões, avanço de 25,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, com US$ 258,4 milhões.

   A ABPA não detalha os embarques por estados no ano passado, mas em 2024 o Rio Grande do Sul foi o segundo maior exportador, com fatia de 21,71% dos embarques, ou 290.341 toneladas, atrás as Santa Catarina, com 54,76%, e à frente do Paraná, com 13,88%. Em abates o Estado ficou em terceiro no ranking.

Destinos

   Principal destino da carne suína brasileira em 2025, as Filipinas importaram 392,9 mil toneladas, crescimento de 54,5% em relação a 2024. Em seguida aparecem China, com 159,2 mil toneladas (-33%), Chile, com 118,6 mil toneladas (+4,9%), Japão, com 114,4 mil toneladas (+22,4%), e Hong Kong, com 110,9 mil toneladas (+3,7%).

  “Houve uma mudança significativa no tabuleiro dos destinos de exportação. As Filipinas se consolidaram como maior importadora da carne suína do Brasil, e outros mercados, como Japão e Chile, assumiram protagonismo entre os cinco maiores importadores”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

  “Isso demonstra a efetividade do processo de diversificação dos destinos da carne suína brasileira, o que reduz riscos, amplia oportunidades e reforça a presença do Brasil no mercado internacional, dando sustentação às expectativas positivas para este ano.”

Fonte(s): Correio Do Povo
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