Comercialização do tabaco gera insegurança a fumicultores

Produtores enfrentam situações de suspensão, redução e até de devoluções de compras, além do preço estar baixo.

Comercialização do tabaco gera insegurança a fumicultores
Afubra / Divulgação / CP

   A colheita da safra 2025/2026 do tabaco na Região Sul, que produz 90% do produto brasileiro, está praticamente finalizada. Mas a comercialização ainda não superou os 20% da produção. E já há relatos de suspensão ou redução nas compras pelas indústrias, queda nos preços e conflitos na classificação do tabaco nas propriedades.

   Esta insegurança nas negociações esteve em debate reunião da Comissão Estadual do Tabaco, na quarta-feira, 25, durante a Expoagro Afubra, em Rio Pardo, encontro organizado pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), e que teve a participação de sindicatos dos trabalhadores rurais e da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).

   Conforme o presidente da Afubra, Marcilio Drescher, neste ciclo tem ocorrido um cenário diferente do registrado nas últimas safras. Nos anos recentes houve maior equilíbrio entre oferta e demanda e, em alguns momentos, até escassez do produto, o que resultou em preços pagos acima da tabela ou, no mínimo, o pagamento integral dos valores de tabela para classes de melhor preço.

   Essa preocupação se intensifica porque muitos produtores tomam como referência a média de preços obtida nas últimas safras para planejar seus orçamentos e investimentos. Ao mesmo tempo, houve aumento nos custos de produção, o que torna ainda mais necessário que o preço médio pago ao produtor seja justo, coerente e minimamente compensador, preservando o equilíbrio econômico da atividade.”

   Assim, revela o dirigente, a Afubra, junto a outras entidades representativas dos produtores, como a Fetag e a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), no Rio Grande do Sul, além de outras federações nos demais estados, passará a “acompanhar de perto” a comercialização nas unidades de compra. “O objetivo é verificar se os procedimentos adotados estão em conformidade com as normativas, portarias e demais regras que regem legalmente o sistema integrado”, justifica.

   Segundo Drescher, a partir desse acompanhamento, será possível avaliar com mais precisão como a comercialização está ocorrendo na prática, assim como qual é a qualidade do tabaco entregue às empresas e se o produto está devidamente separado e classificado de forma a assegurar ao produtor a remuneração justa.

  “Essas conclusões poderão ser apresentadas de forma mais consistente nas próximas semanas, à medida que forem realizadas visitas às empresas, já em fase de programação. Cabe destacar que a Afubra não atua de forma isolada, mas em conjunto com outras entidades igualmente representativas do setor produtivo.”

Fonte(s): Correio do Povo
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