Faltando 10 dias para o pleito, o debate dos candidatos ao governo do Rio Grande do Sul promovido pela Rede Pampa contou com as presenças de Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB) e ocorreu nesta quinta-feira (24), sendo marcado pelas discussões voltadas ao campo da saúde.
O clima se acentuou um pouco mais em relação ao último encontro dos quatro “Piratiniáveis”, com mais provocações e deboches ao longo dos tempos de resposta, com destaque aos confrontos entre Gabriel e Juliana.
Com apresentação de Paulo Sérgio Pinto, a dinâmica do debate foi dividida em três momentos. A primeira parte foi de apresentações, com dois minutos para cada candidato. Na segunda etapa ocorreram três blocos de perguntas de até um minuto e respostas entre os candidatos com tema livre. As respostas deveriam ter até um minuto e meio, com réplicas e tréplicas de um minuto cada. Ao final, cada candidato teve três minutos para considerações finais.
O primeiro bloco de perguntas passou por temáticas relacionadas ao Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), segurança pública e políticas para idosos.
Zucco exaltou a evolução de indicadores de segurança na gestão ao longo do último governo, emendando um questionamento do que ainda poderia ser feito para Gabriel Souza, que usou a resposta para falar dos indicadores, seguido por Zucco falando de como os presídios lidam com as facções.
Na tréplica, Gabriel pediu para corrigir um comentário feito pelo candidato do PL no debate da Record. Na ocasião, Zucco havia errado a posição que o RS se encontra nos in dicadores de crimes digitais.
No encerramento do primeiro bloco, Gabriel questiona Juliana sobre o que a candidata planeja fazer para “avôs e avós”, em referência ao crescimento da população idosa no RS. Juliana começou a resposta falando sobre a relação de cuidado que teve com a avó e sobre o suposto uso político da situação. Sobre as propostas, a pedetista indicou que almeja possibilitar que idosos permaneçam trabalhando, caso desejem.
Em uma sequência de provocações, Gabriel menciona os “centros-dia” como criação desta gestão, provocando Juliana que teria dito que criaria este projeto em um material de divulgação. A pedetista respondeu criticando as filas da saúde no estado, além de ironizar o comentário do emebista. “Agradeço por tu ter tempo de assistir os meus materiais de governo”, provocou Brizola.
Este mesmo confronto abriu o segundo bloco, desta vez partindo de Juliana e usando de gancho uma das bandeiras de Gabriel que mais tem sido questionada nos debates, que consiste em zerar as filas do SUS no RS em um ano. A pedetista questionou de onde será retirada a verba e como será executada no prazo proposto. Gabriel reforçou a possibilidade de cumprir a promessa, além de criticar a defasagem da tabela SUS. Questionado novamente por Juliana sobre a origem do recurso, o emebista reforçou o compromisso, mas sem responder de onde tirará o recurso.
Puxando uma bandeira que retornaria no último bloco, Zucco questionou Maranata sobre a opinião do oponente em relação à progressão parcial de estudantes. O tucano não se mostrou contrário, utilizando o espaço da resposta para falar sobre os pontos que planeja investir no campo da educação. Zucco utilizou a réplica para trazer o tópico das escolas cívico-militares, enquanto Maranata falou do ensino técnico para retenção de mão de obra no RS durante tréplica.
Novamente com a pauta da saúde, Gabriel questionou Zucco sobre investimentos em novos hospitais. O candidato do PL comentou que não entendia a preocupação do oponente com a quantidade de hospitais, comentando sobre os investimentos que planeja em saúde da família. Na réplica, pedindo novamente a resposta de Zucco, que não veio ao longo da tréplica.
No último bloco, as perguntas entre Gabriel e Maranata progrediram de forma oposta. No primeiro questionamento, Gabriel pediu que o oponente comentasse sobre os efeitos da polarização no RS, que Maranata usou para criticar a ausência de Juliana e Zucco em painéis ao longo da corrida eleitoral, além de fazer apelo contra a polarização e o voto útil. Gabriel usou o espaço para se colocar como um candidato de continuidade e fora dos extremos.
Na questão seguinte, houve um acirramento. Maranata questionou a ausência de Gabriel, enquanto vice-governador, e do governador Eduardo Leite (PSD) em Guaíba durante a enchente de 2024. O emedebista falou sobre o período coordenando os gabinetes de crise nos eventos climáticos extremos, o que levou a ser questionado novamente por Maranata. Na tréplica, Gabriel comentou sobre diálogos recentes com a prefeita de Guaíba, Claudia Jardim (PL), que teria indicado uma situação “calamitosa” nas finanças do município, numa forma de criticar a gestão de Maranata. O candidato tucano rebateu no discurso de fechamento, indicando que postaria nas redes sociais o extrato das contas públicas que deixou ao se desvincular do mandato em Guaíba.
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