Erechim gera menos lixo por habitante e supera médias do RS e do Brasil na reciclagem

Município gera 0,78 kg de resíduos por habitante ao dia, contra 0,93 kg no RS e 1,14 kg no Brasil.

Erechim gera menos lixo por habitante e supera médias do RS e do Brasil na reciclagem
SMMA PME

   Na última quarta-feira, 09 de setembro, a Câmara de Vereadores de Erechim foi palco da Audiência Pública para apresentação da revisão do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS) do município. Além das autoridades municipais, participaram do encontro representantes de diversas associações de recicladores, que desempenham papel fundamental no processo de reaproveitamento dos resíduos.

   Durante a apresentação, o engenheiro sanitarista Cesar Augusto Arenhart, diretor da Azimute SAN, abordou diferentes aspectos do plano e destacou que Erechim gerou aproximadamente 31.419,90 toneladas de resíduos sólidos urbanos em 2025, uma média de 2.618,33 toneladas por mês. O volume corresponde a 0,78 kg de resíduos por habitante ao dia, índice inferior às médias do Rio Grande do Sul (0,93 kg) e do Brasil (1,14 kg), segundo dados do SINISA 2025.

   Do total de resíduos gerados no município, cerca de 28.088,65 toneladas foram provenientes da coleta convencional e 3.331,25 toneladas da coleta seletiva. A cobertura da coleta de resíduos sólidos urbanos alcança 98,18% da população, sendo 100% na área urbana e 49,62% na zona rural.

   Na coleta seletiva, Erechim apresenta 96,38% de cobertura e recupera 10,60% dos materiais recicláveis coletados. O município supera os índices registrados no Rio Grande do Sul, que apresenta 8,4% de coleta e 4,65% de recuperação, e também os indicadores nacionais, de 4,2% de coleta e 2,17% de recuperação.

   Apesar dos resultados positivos, o documento aponta a necessidade de ampliar as ações de educação ambiental para aumentar a participação da população e aprimorar a separação dos resíduos na origem. Atualmente, apenas cerca de 46% do material recebido pelas associações de recicladores é efetivamente aproveitado. Isso significa que mais da metade do material retorna à coleta convencional, gerando retrabalho, perda de tempo e desperdício de recursos públicos.

Fonte(s): Jornal Boa Vista
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