O governador do Paraná, Ratinho Jr., não será candidato a presidente da República. Ele comunicou, por meio de nota enviada por sua assessoria à coluna, que permanecerá no cargo de governador do Paraná até o fim do mandato, em dezembro deste ano.
“O governador Ratinho Jr. decidiu concluir seu mandato no Paraná até dezembro deste ano”, afirma o texto.
“Portanto, ele deixa de participar da discussão interna do PSD (Partido Social Democrático), que escolherá um candidato disposto a concorrer às eleições presidenciais deste ano. A decisão foi tomada na noite deste domingo, 22, após profunda reflexão com sua família”, segue.
O PSD lançou três pré-candidatos à sucessão de Lula: além de Ratinho, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, se colocaram como nomes que podem disputar as eleições.
Ratinho Jr. faz o anúncio na mesma semana em que o senador Sergio Moro anunciará oficialmente sua candidatura ao governo do Paraná. Moro fará oposição ao governo de Ratinho Jr. Ele concorrerá pelo PL, dando palanque a Flávio Bolsonaro, que disputará a Presidência pelo mesmo partido.
Com isso, o atual governador sinaliza que se dedicará exclusivamente à campanha eleitoral do Paraná, lançando um candidato e tentando derrotar o ex-juiz de Curitiba no pleito.
Na semana retrasada, Ratinho chegou a se reunir com o coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN), para tentar barrar o apoio do PL a Moro, o que atrapalharia seus planos de sucessão no Estado.
A nota segue dizendo que “Ratinho está convicto que deve manter o compromisso selado com os paranaenses nas eleições de 2018 e não pode interromper o projeto que tem garantido o ciclo de crescimento econômico do Paraná. Diz ainda que “o governador do Paraná continuará à disposição do PSD para ajudar o Brasil virar a página do atraso, criar perspectivas mais otimistas para os jovens, ser destravado com menos burocracia, endurecimento de leis criminais e tenha o agronegócio brasileiro como trunfo na competição global entre nações.
Comentários