No início da manhã desta quinta-feira (27), as Polícias Civis dos Estados do RS e SC, deflagraram a operação “Dose Oculta”, para combate ao comércio ilegal de medicamentos emagrecedores contrabandeados.
A operação é resultado de uma investigação da DRACO de Erechim, que apurou a existência de uma rede criminosa, destinada ao contrabando, comércio, e até mesmo aplicação clandestina, de medicamentos emagrecedores, proibidos pela ANVISA no Brasil.
Em 28 de maio, a DRACO havia prendido em flagrante uma mulher de 30 anos, pela prática de crime contra a saúde pública. A prisão ocorreu durante cumprimento de uma ordem judicial de busca e apreensão a partir de uma investigação que indicava a existência de comércio clandestino de ampolas emagrecedoras em Erechim. A busca e apreensão resultou na coleta de provas acerca da existência da rede criminosa alvo da operação desta quinta-feira.
A partir da identificação de outros envolvidos, o delegado titular da DRACO representou pela busca e apreensão em 15 imóveis (comerciais e particulares), ligados aos investigados. Além das buscas, foi solicitada a prisão preventiva da mulher que já havia sido presa em maio, em razão dela ter retomado as práticas ilegais, após receber a liberdade condicional.
Os pedidos foram deferidos pela 2ª Vara Criminal de Erechim e 12 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Erechim, Aratiba e Viadutos, além de outros três em Navegantes, pela Polícia Civil local.
A foragida, de 30 anos, foi presa em sua residência, em Erechim, onde os policiais localizaram diversos insumos utilizados no comércio de substâncias emagrecedoras. Em outro dos locais ligados a ela, também alvo de buscas, os policiais civis localizaram uma ampola de medicamento emagrecedor estrangeiro. Em um terceiro local, na residência de uma das investigadas por participar da logística do grupo, os policiais localizaram outra ampola de medicamento. Já em um quarto endereço, também em Erechim, na residência de uma mulher de 51 anos, foram encontradas dezenas de ampolas de medicamentos de origem estrangeira. Esta última suspeita possuía autorização judicial para importação de substâncias estrangeiras para consumo próprio, mas de acordo com a investigação, ela tornou-se elemento crucial para a logística criminosa que vinha sendo empregada pelos demais investigados.
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