A previsão de uma onda de tempestades no Estado nesta semana pode agravar a situação nas áreas rurais que já apresentam excesso de umidade e formação de barro. O último Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na última semana, indicou que há dificuldades para o acesso às pastagens na bovinocultura de leite, além de aumento dos riscos de mastite e de doenças no casco em determinadas regiões.
Em algumas propriedades da região de Santa Rosa, o excesso de umidade das semanas anteriores ocasionou danos pontuais por pisoteio e dificultou o manejo, mas não comprometeu a alimentação dos animais. Segundo a Emater/RS-Ascar, os produtores seguem realizando suplementação alimentar com silagem e concentrados, especialmente para vacas em pico de lactação.
O informativo mostrou pequena redução na produção de leite nos sistemas de produção a pasto na região de Ijuí. Já nos sistemas confinados, não houve alterações. Nos sistemas estabulados, persiste a dificuldade para reduzir a umidade da cama dos animais, embora o conforto térmico esteja satisfatório.
Por outro lado, a redução do encharcamento em algumas áreas tem favorecido a movimentação dos animais e o acesso às forrageiras. Na região de Bagé, por exemplo, as vacas alimentadas em campo nativo apresentam recuperação da condição corporal. Esse cenário marca o retorno dos produtores sazonais à atividade e o aumento da produção dos que efetuam a entrega de leite durante todo o ano, mas não realizam investimentos significativos em pastagens de inverno ou na suplementação com fenos e silagens.
Piscicultura
Na região de Erechim, a geada e o frio do início da semana passada reduziram o apetite e a atividade dos peixes. O volume de chuva que atingiu até 150 mm aumentou a turbidez da água nos viveiros e elevou o risco de redução do oxigênio dissolvido, de inversão térmica, de transbordamento e de fuga dos peixes em viveiros com pouca margem de segurança. Apesar disso, após a chuva forte, os açudes apresentam ótima disponibilidade de água.
Pesca artesanal
Na região de Santa Rosa, os pescadores de Porto Vera Cruz e de outras localidades que praticam a pesca no Rio Uruguai foram prejudicados pela elevação do nível do rio. Segundo representantes da categoria, a maioria retirou os materiais e petrechos de pesca da água e monitora as embarcações nas margens para evitar perdas ainda maiores.
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