Comando nacional do PT rifa Pretto e determina apoio a Juliana Brizola

Pré-candidato pede reunião do diretório estadual, que será inócua.

Comando nacional do PT rifa Pretto e determina apoio a Juliana Brizola
Alina Souza

   Ala de lideranças e dirigentes petistas gaúchos reconheciam que a pressão pelo recuo da pré-candidatura de Edegar Pretto era crescente, mas nos bastidores classificavam como remota a chance de uma intervenção da direção nacional no Estado, para viabilizar o apoio à pré-candidatura de Juliana Brizola (PDT). O cenário vinha sendo alterado nos últimos dias e foi sacramentado com o documento do Grupo de Trabalho Eleitoral nacional do PT, nesta terça-feira.

   O texto classificou a reeleição de Lula como central e fundamental e determinou que a tática política no Rio Grande do Sul deve estar alinhada à leitura nacional e internacional da conjuntura. Após a determinação, o documento orientou a construção de uma tática eleitoral conjunta com o PDT, e demais partidos da aliança, “sob a liderança da companheira Juliana Brizola, como expressão política dessa estratégia no Estado”.

   A partir do incisivo movimento, Pretto se manifestou afirmando que o diretório estadual, que aprovou sua pré-candidatura, deve ser convocado para definir seu papel na eleição a partir do episódio. Na prática, mesmo que Pretto receba o aval da instância local para se manter na disputa ao Piratini, o que não deve ocorrer, a pré-candidatura está sepultada. Além da natural hierarquia, está em vigência no PT, há anos, resolução estabelecendo que a decisão sobre as táticas eleitorais é da cúpula nacional. Ou seja, é o comando nacional quem tem o poder de dar a última palavra. E ponto.

   O primeiro desafio do PT gaúcho, a partir do documento do GTE nacional, é construir uma saída honrosa para Edegar Pretto. A avaliação de ala de lideranças do partido é que chamar o diretório estadual, que não tem como mudar o cenário, somente irá piorar o desgaste pessoal dele.

Outras empreitadas

   O PT tem pela frente ainda as empreitadas de acalmar os ânimos internos, incluindo lideranças históricas, e de alinhavar o discurso que será usado junto à militância.

Fonte(s): Correio do Povo
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