A PEERS (Pesquisa Especial Sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul), divulgada nesta quarta-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aponta que as fortes chuvas atingiram 6.333.727 pessoas no Estado. Nas áreas que sofreram mais impactos, o número estimado de domicílios com estragos chegou a 2.328.093. 

Os dados foram calculados com base na avaliação das condições da estrutura física dos domicílios depois das inundações. A pesquisa mostra também que 55,5% dos moradores relataram que os seus domicílios sofreram algum tipo de dano na estrutura após as enchentes. Entre as ocorrências causadas pela tragédia, dos 2.047.938 domicílios, o fornecimento de água (66,3%), de luz (66,3%) e de internet (61,5%) foram os mais afetados.
Também em consequência dos efeitos das inundações, 67,5% dos entrevistados revelaram que tiveram a saúde abalada. A pesquisa foi feita em 133 municípios gaúchos.
Conforme os indicadores que apontaram a gravidade das consequências do evento climático, 81.272 domicílios (3,5%) foram avaliados como destruídos e 190.253 (8,2%) como muito danificados. “Essas condições de máxima precariedade foram atribuídas a 11,7% dos domicílios”, afirmou o IBGE.
Quando as perguntas se referiam aos reflexos do desastre climático nos bairros e arredores, o tipo de impacto mais apontado (62,3%) foi a existência de ruas ou rodovias danificadas, alagadas ou interditadas, tendo, na sequência, o acúmulo de lixo e outros resíduos (56,3%), domicílios danificados, destruídos, inundados ou ilhados (54,1%) e interrupção de iluminação pública (53,9%).
Ainda entre os domicílios que relataram impacto nas redondezas, os percentuais dos avaliados com algum dano na estrutura física atingiram índices acima de 67% para todas as ocorrências.
Pelo menos um morador dos domicílios afetados pelas enchentes sofreu efeitos na sua vida pessoal. Os maiores percentuais são relacionados à saúde mental abalada (67,5%), interrupções na vida social ou no convívio com família ou amigos (58,4%) e a dificuldade no deslocamento para trabalho, escola ou creche (57,3%).
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