Quase 30 homens são presos em operação contra violência doméstica e feminicídios no RS

Agressores foram alvo da Polícia Civil em todo o território gaúcho.

Quase 30 homens são presos em operação contra violência doméstica e feminicídios no RS
Marcel Horowitz / Especial / CP

   Foram presos 29 homens ao longo de 24 horas, entre terça-feira e esta quarta, em ofensiva da Polícia Civil contra violência doméstica e feminicídios no Rio Grande do Sul. Os esforços somaram 109 viaturas e 363 agentes que, além de mandados de prisão, também cumpriram 43 ordens de busca e apreensão, recolhendo quatro armas de fogo, conforme divulgado em coletiva nesta manhã.

   A chamada Operação Ano Novo, Vida Nova registrou diligências em todo o território gaúcho, com foco em reduzir a violência contra mulheres e promover a rede de apoio às vítimas, através da distribuição de informativos em locais públicos. Outra prioridade da ação foi apurar 102 denúncias anônimas, além da fiscalização de agressores monitorados por tornozeleira eletrônica.

   Sob o comando da Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher (Dipam), que é vinculada ao Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV), a ofensiva reuniu o efetivo da especializada. "Nossa missão é proteger as mulheres gaúchas da violência oriunda de um longo período de machismo tóxico. Vamos seguir firmes e atentos. Não estamos inertes”, afirmou a delegada e diretora da Dipam, Waleska Alvarenga.

   Conforme a delegada, 95% das vítimas de feminicídio no ano passado não tinham Medida Protetiva de Urgência (MPU) em vigor. “É fundamental que as mulheres solicitem MPU. Infelizmente, muitas não conseguem quebrar o ciclo de violência, por razões que incluem dependências financeira, emocional e psicológica, somadas ao próprio medo do agressor, entre outros motivos”, disse.

Sete mulheres mortas em 2026

   Pelo menos sete feminicídios ocorreram no Rio Grande do Sul desde o início de janeiro. Destes, cinco foram registrados entre o último domingo e essa terça-feira. A cifra representa média de uma mulher morta a cada três dias em 2026, superando os seis casos que a Secretaria da Segurança Pública (SSP) contabilizou em dezembro do ano passado no território gaúcho.

Fonte(s): Correio do Povo
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